Ao Gerente Executivo de Recursos Humanos da Petrobras, Técnico de Construção e Montagem, Diego Hernandez
Ao Gerente de Saúde da Petrobrás, Médico do Trabalho, Rossato
Ao Ouvidor da Petrobrás
c.c. Procurador do MPT 5ª Região, Dr Manoel Jorge e Silva Neto
Assessores Jurídicos da AEPETRO
Sindicato do Ramo Químico e Petroleiro da Bahia
Federação Única dos Petroleiros
Frente Nacional dos Petroleiros
Senhores Gerentes e Ouvidor,
Escrevo constantemente para vocês, mas nunca recebi sequer uma palavra em resposta. Igualmente, estou há 59 dias a +ou- 20mts do Portão I da RLAM, sem nenhuma sensibilidade do GG, que sabendo da minha condição de doente grave, nunca enviou uma assistente social, enfermeira, ou médico para me avaliar.
A obra criminosa que realizaram ao redor do meu acampamento, que me levou a emergência de um hospital público, infelizmente agravou intensamente meu quadro clínico. Hoje estou passando muito mal, faz dias que a piora evolui drasticamente. realizei exames laboratoriais e foi confirmada a ocorrência de doença em fase aguda. Dr Rossato sabe interpretar VHS 4 vezes acima do limite. É um marcador inespecífico, mas demonstra a intensidade do processo.
Da última vez que vocês me cortaram os medicamentos, fiquei interanda em estado grave por 9 dias, com derrame de pelura. Os sintomas que apresento agora, me levam a crer que essa doença grave está de volta.
estou muito debilitada e tenho "apagado" várias vezes por dia, aqui no leito, acho que são desmaios. Em Salvador verifiquei a pressão em uma máquina de farmácia e constatei hipertensão (basta uma simples verificada no meu prontuário e verão que minha pressão é baixa).
Temo por um internamento no SUS, pois os recursos e especilaidade das minhas patologias, não satisfaem minhas necessidades especiais. Infelizmente mesmo havendo deliberação da categoria para o sindicato bancar minha assisntencia médica, completei ontem quatro meses de demissão ilegal, e completamente descoberta, pois a maioiria da diretoria do sindicato, vetou meu acesso a um plano de saúde equivalente a AMS.
Sairei daqui até a sexta-feira, para buscar atendimento médico na rede pública, temo por minha vida.
Estou inchada e visivelmente abatida fisicamente, felizmente mantenho paz de espírito.
Estou dessa vez solicitando que encaminhem para a RLAM uma autorização para internamento no Hospital Aliança, onde meu médico assistente, o reumatologista Carlos Geraldo Moura, poderá me acompanhar. Estou de malas prontas, dependo exclusivamente de vocês para sair daqui.
Não me neguem o direito a um atendimento médico digno e eficiente, não quero morrer, sou doente do trabalho.
Despeço-me, aguardando que retomem o juizo e cumpram a obrigação e responsabilidade que vocês tem sobre minha vida.
Edilene Farias - Leninha
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